quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O folclore

Miguel está encantado com as histórias do folclore, com as lendas. Não sabia que ele estava estudando sobre isso na escola. Na brincadeira, falei sobre o curupira e ele não só conhecia, como nomeou todos os outros.

Na nossa passagem quase que diária pela biblioteca, ele já chegou procurando livrinhos das histórias do folclore. Achamos o boto rosa, o curupira, o Negrinho do Pastoreio e o do lobisomem. Ainda fez tia Conceição olhar todos os livros para tentar achar o da Iara. Na hora do empréstimo:

- Eu não quero o do lobisomem.
- Por que, Miguel?
- Esse lobisomem não serve, ele é menino.
- E?
- E eu só quero o do lobisomem de verdade, que é adulto!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

E lá vem a primavera!

Voltando da escola a pé, ficamos observando as várias árvores do Cerrado que já estão floridas.

- Filho, a primavera está chegando. Tá vendo o tanto de flor que tá aparecendo.

Canto pra ele a música "Chegou a primavera, tão bela, tão bela, a primavera".

- Lembra dessa música, filho?
- Não mamãe!
- Do Mini Eisteins, no episódio da tulipazinha que precisava da primavera!
- 'Lembei'! Mas o Jatão manda muito sol e depois muito 'fio', não é?
- Isso mesmo, filho, mas eles conseguem chegar até a primavera.
- É, e o Jatão fica 'fustado'!
- Você sabe o que é frustrado, filho?
- Ele fica 'bavo' porque não conseguiu!

É claro que enchi de beijo esse moleque sabido!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Propaganda funciona

Estamos nós fazendo compras. Na seção de iogurtes, Miguel pede:

- Mamãe, quero leite 'fementado' do dino.

Nunca tinha comprado isso pra ele, embora a madrinha dele tivesse me alertado que ele adorou. Peguei um pacote de Chamyto e ele protestou:

- Esse não, quero do dino.

Chegando em casa, já estava louco de vontade de tomar o negócio. Pegou a garrafinha e disparou:

- Leite 'fementado' Danoninho, uma 'gande' novidade! Vocês vão adorar!

domingo, 14 de agosto de 2011

A fantasia

Ontem fomos no aniversário de 2 anos da Estela. O tema da festa era Chapeuzinho Vermelho. A mamãe caprichosa fez fantasia de Chapeuzinho e Lobo Mau para a criançada. Miguel catou a fantasia dele e saiu com cara de mau pela festa. A vovó da aniversariante, doutora em Sociologia, faz cara de espanto e grita:

- Miguel, estou com medo desse lobo!

A vozinha infantil responde:

- Não 'pecisa' ficar com medo! É só uma fantasia!

Um amigo nosso comenta:

- Engraçado ouvir uma criança de 3 anos dando uma resposta dessa para uma doutora em Sociologia!

Gargalhada geral!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A TV

Guel e Cícero vivem disputando a TV. Ontem, Miguel acordou bem cedo e foi sozinho pra sala. Ligou a TV e colocou no canal 45 (o seu amado "Bio Kids").

O pai dele levanta e procura o controle da TV e não acha. Sai pra levá-lo na escola, volta e continua a busca em vão pelo controle.

Mais tarde:

- Guel, você viu o controle da TV?
- Eu "gardei".
- Onde, Guel?
- Eu não vou contar, vai ter que adivinhar!
- Mas guardou por quê?
- "Pa" ficar só no "Bio Kids".

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Miguel e o Mengo

Semana passada estava Guel assistindo o jogo do Mengo na casa da vovó, que é Cruzeirense para apoiar o vovô. Mego começa perdendo:

- E, Guel, tá difícil pro seu Mengo, hein!
- Relaxa, vovó!

E repetiu isso 3 vezes, assistiu o jogo todo, até ver o Mengo virar e vencer de 5x4. Confiante, não?

Aprendendo a falar o r

Finalmente as aulas de Fonética e Fonologia estão servindo pra alguma coisa: tentar dar orientações para o Guel pronunicar o r dos encontros consonantais. Já consegue falar Cristiane, professora, bruxa, Bruno, grilo...

Hoje estava todo feliz na escola repetindo essas palavrinhas para todo mundo. No sábado vivemos um episódio engraçado por conta desse r. Estava Miguel no banheiro, nas piscininha e grita:

- Mamãe, pega o pato pa mim!

Voltei com um monte de pato e ele protestando:

- Não é isso mamãe, e o pato que tá no seu "cato" (leia-se quarto)!

Procurei por todo lado e não achei nenhum pato. Ele sai pelado, molhado e indignado da piscina, vai até meu quarto e pega um prato do baldinho de areia:

- É esse, mamãe doida!