segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cartinha do Papai Noel

- Mamãe, eu quero escrever uma cartinha pro Papai Noel.
- Então escreve filho! O que você vai dizer pra ele?
- Papai Noel, não esqueça da festa de todas as "quianças"!

Generoso, não?!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O boi e a vaca

Relembrando as histórias da fazenda...

- Miguel, o que você viu quando andou a cavalo com o vovô?
- Os currais, as "ávolis", o boi, as vaquinhas... o boi tava cheirando a bundinha das vaquinhas, mamãe.
- Por que, Miguel?
- Acho que tava com cheirinho de cocô!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Feriadão

Nesse feriado, fomos pra Vazante, pra II Festa da Família Caixeta e Miguel. Meu filhote, que é Miguel Caexeta, estava todo todo!!!

Como essa criança se divertiu. Pena que a mãe dele levou a máquina fotográfica, mas esqueceu a bateria em casa. E o tio nem pra levar a ultra mega potente!!!

Andou a cavalo pela primeira vez junto com o vovô e tocou sanfona na festa.

Na fazenda, tudo era novidade: casa de cupim, vaga-lume, pé de abacaxi, curral... Uma alegria atrás da outra!

Fomos também à Gruta da Lapa Nova, que, nas palavras de Miguel:

- Foi um passeio "inquível", mamãe!

Realmente o lugar é lindo e encantador. No próximo ano estaremos de lanterna para explorar as outras galerias da "cavena", como diz Miguel.

Na ida, meu pequeno sempre com suas histórias. Primeiro, paramos pra lanchar no Posto JK, em Cristalina e ele ficou todo sorridente pra menina do caixa. Ela diz:

- Manda um beijo pra mim, meu amor!

Ele mandou, mas, na saída, fala todo sério pra mim:

- Eu não sou o amor dela, sou o amor da mamãe!

Pra todo grupo de "árvolis" que via no caminho já disparava: - Olha a "folesta nega" da Alemanha! - ainda bem que Mini Einsteins ensina coisa boa!

Não ficaram fotocas, mas boas lembranças!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Miguel em "A Turma da Mônica"

Agora há pouco, voltando da festinha dele na creche:

- Mãe, o Zaca quer uma festa da Turma da Mônica!
- Quero mesmo - diz Zaca - Eu vou ser o Cascão, não gosto de água!
- E a Sara vai ser a Mônica, porque ela é minha namolada e eu sou o Cebolinha!

3 anos

Hoje meu pequeno reizinho completa 3 anos. Inevitável nesse dia lembrar o momento em que ele veio ao mundo, era tão frágil e indefeso. A felicidade maior do mundo! Hoje é essa criança espoleta que vocês acompanham por aqui, mas que continua trazendo inúmeras felicidades!!! Que orgulho do meu pequenino carinhoso!

Quando ele nasceu, escrevi esse relato do parto. Decidi postar aqui, porque a memória já começa a esquecer alguns detalhes. Posto, hoje, então, 3 anos depois, a primeira reinação miguelina:

12 de novembro – O parto

O tampão tinha saído na sexta-feira. Tinha cismado que ele nasceria no dia 11 de novembro, domingo.  O dia acabou e nada! A insônia me atacou novamente (minha companheira de toda a gestação). Fiquei até 1h da manhã na internet. Cheguei a deitar algumas vezes depois disso, mas levantava toda hora pra ir ao banheiro. Até que 2h30 resolvi ir pra cama de vez. Assim que deitei, ouvi um “ploc”. Começou a sair um líquido quentinho. Fiquei brava, tinha acabado de chegar do banheiro e já ia eu de volta. Sentei no vaso e começou a descer muuuuito líquido. Ainda fiquei em dúvida se estava fazendo xixi involuntariamente. Fiquei em pé, sobre um tapete branco e continuou escorrendo líquido. Verifiquei o cheiro e a cor e não tive dúvida, era líquido amniótico. Com 38 semanas e 5 dias, a bolsa estourou!

Chamei meu marido, que demorou a acordar (até ele já tinha relaxado, porque toda que vez acordava pra ir ao banheiro, ele acordava junto, mas de tanto alarme falso, relaxou!). Liguei pra Dra. Rachel, com muita calma, enquanto meu marido ligava pros meus pais. Ela perguntou se sentia alguma dor. Disse que não tinha sentido absolutamente nada ainda (o que era bem engraçado, porque tinha tido contração e muita cólica durante os nove meses de gestação!!!). Como parecia que o trabalho de parto seria demorado, fiquei de ir ao consultório dela às 8h para ser examinada.

Estava calma, absurdamente calma, mas, se já estava com insônia, agora então!!! Falei pro meu marido voltar a dormir, porque eu não ia conseguir. Fui terminar de arrumar minha bolsa e checar se a do Miguel estava completa. Peguei celulares, carregadores, máquina fotográfica, etc. Aí me deu uma cólica bem grande, mas era uma baita dor de barriga que esvaziou meu intestino. Ótimo sinal! Às 3h senti a primeira contração e pedi pro meu marido começar a cronometrar. Com 5 minutos veio outra. Fiquei boba!!! O intervalo já era muito curto e elas doíam muito pouco. Estava achando o máximo, que ia ser beem tranqüilo!!! Às 3h30 o intervalo passa a ser de 3 minutos e às 4h de 2 minutos. Agora sim eu estava sentindo contrações de verdade.

Percebi que era a hora de ir pro hospital, como a Dra. Rachel havia orientado há algum tempo: se entrasse em trabalho de parto de madrugada, com contrações curtas, era correr pro hospital, ser examinada pelo plantonista e ligar pra ela informando a dilatação. Assim fiz! Quando cheguei ao Santa Lúcia, por volta das 5h, mal conseguia andar, porque o intervalo era muito pequeno, mas continuava serena. Passados uns 20 minutos, a plantonista me atendeu.

Pra minha surpresa, estava com 7 cm de dilatação. Chega abri um sorriso no meio de tanta dor!!! Liguei pra Dra. Rachel, que pediu pra plantonista me mandar direto pra sala de parto, sem escalas. Me colocaram numa cadeira de rodas e a empurraram para a sala de parto. Vomitei o caminho inteiro, mas até hoje não entendi por quê. A plantonista me perguntou se ia querer anestesia e, como estava muito confiante na evolução do trabalho de parto, dispensei.

Por volta das 6h, a Dra. Rachel chegou. Ouvir a voz dela me tranquilizou ainda mais, mas as dores já eram muito fortes (me lembravam minhas crises renais, mas a recompensa era melhor que parir uma pedra!). Ela fez outro toque, estava com 9 de dilatação. Enfim, havia chegado o momento de trazer a essa mundão o meu pequeno!!! Até esse momento, a posição que mais me confortava era ficar de joelhos, apoiada. Dra. Rachel me incentivou a tentar a banqueta para a expulsão. Não gostei da posição, Preferi a cama de parto. Comecei a fazer força, não foram muitas e começou a faltar energia, sentia que ia desmaiar. Nesse momento, foi fundamental a atuação da Dra. Rachel, que me mandou abrir os olhos, olhar a cabeça do meu filho, que já havia coroado, e curtir o nascimento dele. A sensação de desmaio passou imediatamente e com mais uma contração ele nasceu. Pouco antes, Dra. Rachel me pediu autorização pra fazer uma episiotomia, porque ela julgou necessária. A anestesia local e o corte não doeram nada.

Foi tudo muito rápido e intenso! Às 7h19 da manhã nasceu Miguel. Essa alegria é indescritível. Ver seu filho sair de dentro de você (sim, eu vi, porque não senti a saída dele). Materializar aquele serzinho que você sentiu durante nove meses. Ouvir o choro dele. Ver que ele se acalma imediatamente quando é colocado sobre você e ouve a sua voz. Ver seu marido cortando o cordão umbilical que o unia a você, significando que a partir dali novas relações serão estabelecidas!!! É intenso demais!!! Era por isso que queria meu parto normal!!!

Por alguns instantes, meu marido saiu com Miguel, enquanto a Dra. Rachel fazia a sutura. Logo retornou aquele pequeno pacotinho doido pra mamar. Enquanto ela fazia a sutura, Miguel mamava bem tranqüilo! Eles se foram novamente para o berçário e eu fui para a sala de observação. Nessa sala, chorei horrores com o filme que se passava na minha cabeça. Já estava bem, não sentia mais dor alguma. Vieram pra me levar pro quarto. Na saída do Centro Obstétrico estava minha mãe, que ficou comigo até que meus amores chegassem de volta. Enquanto eles não chegavam, já tinha ligado pra família inteira, contando a novidade da manhã: fui dormir grávida e acordei mãe!